
Natal II
O Natal vem aí. Minha árvore de Natal foi montada domingo. Se eu não montar a maldita árvore, ninguém monta, eu sou o responsável pelas organizações natalinas aqui em casa há anos.
Demorei uma tarde toda. Primeiro pra achar os enfeites (que estavam no primeiro lugar vasculhado), depois arrumar um jeito de deixar a árvore em pé (pezinhos estão quebrados), enfeitá-la, colocar as demais decorações e, finalmente, limpar a sujeira que eu fiz.
Mas ficou l-i-n-d-o levando em conta a precariedade dos enfeites que a gente tem aqui em casa.
Ano que vem, juro que vou em algum 1,99 comprar enfeites novos.
O resultado vocês podem ver na foto aqui em cima. Podem clicar nela, pra vê-la grande, não me importo.
E o Natal vem aí...
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Pinheirinho
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Jean Dettenborn
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08:43
3
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domingo, 2 de dezembro de 2007
Você está demitido!
Fui demitido. Não por ser um péssimo empregado, foi por falta de dinheiro pra me pagar. Ou algo do gênero, sabe?!
Mas nem tô preocupado. Pelo menos vou ter férias. Longas férias ao que parece.
Eu arranjo alguma coisa pra fazer no meu tempo livre. Não pode ser tão ruim!
Vai ser bom. Nem vou pirar pela falta do que fazer!
(Ai, Meu Deus! Alguém aí tem um empreguinho aí pra mim? Não pra agora, mas lá por meados de março.
Qualquer coisa? Não? Oh, droga. Alguém me ajuda!)
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Jean Dettenborn
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13:41
4
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quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Velhos tempos de chat
Num desses dias que eu fico em casa na frente do computador (deveria ser um domingo), abri os sites cadastrados no meu FireFox como "meus favoritos". Daí abriu, entre outros, o site da MessBrasil. Lá, tinha a notícia de que vem aí o WML 9.0. Caramba! Já!?
Não sei se vai ser lançado logo, mas há poucos dias instalei o Windows Live Messenger 8.5.
Esses loucos da informática são muitos rápidos. Ainda posso ouvir os barulinhos do meu ICQ versão três ponto alguma coisa, depois a versão 4.1. Usando o ICQ conheci várias pessoas com as quais ainda mantenho contato hoje... Ah! Bons tempos.
No ICQ que eu comecei a usar o nick de Sr. Feijão. Nick que me rendeu o blog Latinha de Feijão!
Além do ICQ, eu entrava um monte no chat da BOL. Mas isso é outra história.
Daí acabou o ICQ, daí instalei o MSN 6.5, 7.0, 7.5, WLM 8.0, 8.1, 8.5 e agora, 9.0! Credo! Ou tá tudo muito rápido ou eu não sei acompanhar toda essas tequinolochia.
Pra que esse pressa, minha gente?!
Pensei em loggar no meu ICQ agora. Já que não tenho o programa instalado, loggei no site do Meebo.com. E surpesa! Sabia meu loggin (que era 224551387) e minha senha (que era ******)! Daí eu conectei! E não tinha ninguém online. Que surpresa. Só vi aquele bando de nominhos com os apelidos enfeitados com asteríscos e outros caracteres especiais.
Ai... que saudade triste que me bateu agora.
Quer saber? Com licença, vou dar um pulinho lá no chat da BOL.
Até outra hora.
Abraços,
*#*#*_§®. F&!J@O_*#*#*
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Jean Dettenborn
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17:07
2
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Vazio
Tô vazio de mais pra escrever algo que preste.
Maldito destino, às vezes dá cada facada na gente.
Quanta coisa acontece que a gente não espera?
Quanta coisa acontece que a gente não supera?
Sabe o jeito exato como eu me sinto? Alguém sem vida e que, mesmo sem vida, não pode morrer, só pode existir.
Espero que essa porcaria de mundo não seja tão injusto.
Credo, pareço a droga de um romântico pessimista. Vou me arrepender e deletar esse lixo. Tire um print screen antes que eu mande essa porcaria pro espaço!
Agora é minha vez: Li aspetterò, il mio amore
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Jean Dettenborn
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22:34
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domingo, 25 de novembro de 2007
Stop Motion
Clipe incrível em stop motion
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Jean Dettenborn
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15:27
0
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Clima de Natal
Natal I
Todo esse clima de Natal é tão lindo. As lojas enfeitadas, as casas... tudo tão bonito! As pessoas começam a ficar solidárias e começam a pensar nos outros. Comer muito panetone na espera pelo Natal!
Fala sério! Não tem coisa melhor, né não?
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Jean Dettenborn
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18:50
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terça-feira, 20 de novembro de 2007
Bright Lights
Sabe aquela sensação de quando tu perdeu a coisa mais importante da tua vida por um erro absurdamente idiota?
Sabe o que é "brigar" com quem tu ama?
Sabe quando a gente tem certeza que perdeu a maior chance de ser feliz?
Sabe quando a gente perde alguém que a gente ama pra caramba?
Sabe quando a gente tem certeza que nada nunca vai poder ser tão perfeito como aquela coisa que nunca aconteceu foi?
Sabe o que é ter um rombo gigantesco no coração?
Sabe o que é ser um grande idiota?
Sabe o que é depressão?
Sabe o que é não saber o que fazer?
Sabe? Então me diz o que fazer pra poder sorrir.
Te amo, amore mio
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Jean Dettenborn
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14:45
2
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terça-feira, 6 de novembro de 2007
Passado
Não sei se vocês já notaram, mas nossas vidas são coisas completamente estranhas.
Um dia está tudo bem, no outro, um desastre cósmico nos faz bater de frente com escolhas passadas que hoje são determinantes.
Seria engraçado, se não fosse trágico. Todo mundo diz que nós podemos mudar nossos destinos e tal. Mas eu acho que quem borda nosso destino é o maldito Passado.
Esse cara é perigoso! Cuidado com ele! O Passado chega de mansinho, vestido de “Presente”, mas quando se nota ele tá transformando nosso destino. Ou “Futuro”, como queira.
Todas as escolhas têm peso crucial nas nossas vidas, são elas que vão determinar como tudo vai ser. Principalmente com relação ao coração.
Então, lá vai a dica do dia do Dr. Jean:
Em caso de escolhas amorosas, seja absurdamente cauteloso.
O que tu vai fazer hoje, vai determinar teu amanhã.
Não faça nada NUNCA sem ter certeza daquilo que tu tá fazendo.
Pode não ser importante agora, mais pode se tornar determinante depois de algum tempo.
O Passado não é um cara legal, chega quando menos se imagina.
O Passado pode impedir histórias.
Mas se bem cuidado, ele pode se tornar mais dócil. Quem sabe...
Não sei não, mas vou cuidar muito bem do meu agora. Nada de restos de comida. Só Friskies.
Jean Dettenborn,
Psicólogo, PhD em psicologia cardíaca.
Lembrando que: a lógica de um texto não é tão importante.
Se aquilo ali não tem lógica... sem problemas: apenas obedeça, caraio!
(Sim, esse é meu perfil do orkut)
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Jean Dettenborn
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17:50
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quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Boate Curral
Ele tinha 30 e decidiu sair de casa naquela sexta-feira tediosa. Achou que estava na hora de se modernizar. Ligou para a namorada. Ela aceitou o convite.
Chegaram até uma boate (estranhamente chamada de “Curral”), mostraram a carteira de identidade, pagaram horrores para entrar e ainda foram apalpados, em busca de um calibre 38, bomba atômica ou algo do gênero.
Quando entraram, analisaram aquela selva. Gente pulando, dançando e requebrando até o chão. Uma promiscuidade sem limites!
Ele foi pro bar. A namorada encontrou umas amigas. Ele começou a beber.
Cerveja por oito reais? Mas valia a pena. Sóbrio não ia dar pra agüentar aquilo tudo.
Começou na cerveja e foi subindo, até chagar ao uísque escocês. Se esquecera o que era beber. Seu fígado acostumado com bebidas de alto grau de álcool, ficara menos tolerante com o passar dos anos.
Na sua formatura do colégio, havia tomado de tudo, estava completamente bêbado. Na formatura da faculdade, bebeu pouco, mas ficou bêbado com uma facilidade incrível. Na festa do seu primeiro casamento, bebeu uma latinha de cerveja e começou a fazer um strip-tease em cima da mesa, se lambuzando com o bolo de casamento feito pela tia doceira de Ana, sua recém esposa. O casamento acabara no dia seguinte com uma carta de Ana, dizendo que se mudara pra Itália para fugir das sátiras dos amigos.
Decidiu então tomar jeito. Parou de beber! Seguiu sua carreira como engenheiro. Chegou alto na vida e arrumou uma namorada. Patrícia era linda, com seus cabelos longos e morenos. Se sentia velho, mas a partir de hoje ia se modernizar, por isso decidiu sair. Começou a beber um pouco em casa. Sabe como é, né?! Precisava reeducar o fígado.
No bar, depois de algumas biritinhas leves, estava alegrinho. Quando chegou ao uísque, seu ponto fraco, viu tudo girar. Seus pés não acompanhavam seus pensamentos.
Começou a dançar. Já estava bêbado, mas não entendia por que diabos aquelas pessoas estavam olhando para ele daquele jeito. “Nunca viram a dança da garrafa, não?”.
Começou a achar que estava um pouco alterado quando viu aquele elefante-rosa -com-pintas-verdes piscar para ele. Quando Patrícia, que estava tomando um guaraná com as amigas, viu Robert daquele jeito... Meu Deus! “Dança da bundinha, não!”, daí é covardia.
Estava tudo acabado. Pegou as chaves do carro e foi para casa. Robert levou um soco na cara depois de pedir desculpas para o barman, chamando-o de meu amor. “Tenho cabelos compridos, mas sou muito macho, meu irmão!”.
Depois daquilo, viu que a situação ficara insustentável. Decidiu ir pra casa. “Mas onde diabos estão as chaves?!”. Patrícia levara o carro. Voltou ao bar, para se desculpar com o barman, depois daquele mal entendido horroroso. O homem aceitou as desculpas. Não por vontade própria, mas para se livrar daquele papo chato de bêbado, algo como “Mas tu é o cara, tu sabe!”.
Saiu do bar. Ia descer a escada, mas esperou o banheiro fazer a curva (tudo girava). O banheiro saiu da frente e ele começou a descer. A esta altura não sabia mais andar. Tropeçou em degraus imaginários e naqueles que existiam de fato. Chegou ao andar de baixo, beijou um lindo poste ruivo e deu tchau pro elefante rosa, que estava desapontado por não ter conquistado Robert. Pegou um táxi e mando-o rodar pela cidade, pelo menos até ele lembrar seu endereço. Chegou em casa, tirou os sapatos e se deitou num tapete fofinho.
No outro dia à noite, decidiu comer uma pizza. Patrícia se mudou para Itália.
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Jean Dettenborn
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17:22
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quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Relatos Uruguaios
Enquanto estive fora, andei escrevendo sobre a viagem num bloquinho de notas que eu achei no quarto do hotel. Escrevi em três ocasiões, que se seguem aí em baixo.
Parte I
Hoje é sábado. E um sábado uruguaio, porque estou no Uruguai. Sábado, dia 13, para ser mais exato.
Estou sentado no lobby do Hotel Columbia, aqui em Montevideo.
Sentado sozinho a recepção, em meio ao sotaque dos recepcionistas, ali na mesa de recepção.
Viemos para cá quinta-feira à noite. Bem, saímos do Rio Grande do Sul quinta-feira, e chegamos aqui sexta-feira, dia 12.
A saída atrasou um pouco. Culpa do motorista que não sabe matemática. Calculou errado a idade da minha prima e achou que ela tinha 18, daí não avisou que precisava de autorização do pai dela, já que ele não ia na viagem, só a mãe. Esse rolo envolveu até juiz.
Resolvido o problema, tomei meu Dramin e segui viagem.
O que me disseram que durava 6 horas, durou 13. Deveria ter desconfiado, mas não conheço muito de geografia, sabe?
Na viagem descobri algo surpreendente: não tenho o menor talento pra dormir sentado. Incrível, não? Cochilei umas 5 vezes e só. Dormir que é bom, nada.
O serviço de bordo do ônibus tava ótimo. Devorei tudo. Ah, dá um desconto, estava morrendo de fome, pôxa vida.
Fizemos duas paradas durante a viagem. Uma num posto de gasolina, outra num restaurante. Parece que o restaurante ficava em São Lourenço. Sobre o local do posto de gasolina, não sei dizer.
Chegamos em Punta Del Este com um maldito tempo chuvoso. Mas Punta é linda. Punta, e não "punta" sem "n", ok?
Fizemos um citytur na cidade e fomos almoçar. Pedimos um tal de chevitos. Era, digamos, atípico. Algo como um prato com carne, presunto, queijo, ovo, salada (alface, tomate e maionese) e carne. Arroz pra eles não existe, eu acho. Substituem arroz por purê de batatas. O único arroz que eu vi, foi mercado do porto, e era arroz de camarão. Uma paçoca amarelada nada apetitosa. Bem, voltando ao Monto Del Pizza: pagamos um horror! Não lembro quanto era. Mas era caro pra burro. Certeza.
De lá, fomos para Montevideo, onde fica o hotel Columbia. Um quatro estrelas, mas sem cobertores suficientes. Alguns passaram frio. Eu trouxe um de casa. Um homem prevenido vale por dois! Tá bom, admito que minha mãe que trouxe o cobertor.
Tentei fazer a barba, no hotel. Tentei. O que parecia um trabalho simples, exigiu muita calma. A gilete que eles tinham lá era uma navalha! Impossível não se cortar. Eu me cortei três vezes no pescoço. Não pretendo mais tentar me barbear com aquela foice.
Posso até imaginar a manchete do jornal local: "Hóspede morre esfaqueado no NH Columbia, o caos se estabelece".
Ah, esqueci de contar: a nossa guia é uma mistura bizarra de Rita Lee com Supernanny.
De noite, alguns se arriscaram a ir em uma boate. Não fui. Estava podre de cansado. Apenas dormi.
Dormi como uma pedra e acordei com o sol na cara. Situação estranhamente agradável. Acordei e fui tomar café da manhã. Reforçado, dia longo, sabe? No café, tinha um homem. Tinha seus 60 anos. Aparentava ser inglês, mas não era. Olhava para os lados e parecia desprezar aquilo tudo. Talvez porque não havia chá, ou algo assim. Levantava uma sobrancelha como um verdadeiro inglês sarcástico.
Depois do café da manhã, fomos numa tal de loja de malhas. Vans pegaram a gente no hotel e nos levaram até a loja. Por aquilo que foi falado, parecia que a loja tinha 3km², quando chegamos lá, a loja parecia uma cabine telefônica. Cheia de malhas e muita gente, claro. Não deu para ver nada, muito menos comprar. Então fomos dar uma volta pela cidade de Montevideo. Legal, mas mal cuidada. Aparência suja e nada convidativa.
Depois voltamos para o hotel de van. Na van cabe 6 pessoas. Voltamos entre 11 pessoas, mais a motorista. Agora sei como se sente uma sardinha.
Chegamos no hotel e fomos dar uma volta pelos arredores e gravamos um vídeo. Dança do Siri no Uruguai.
Mal voltamo para hotel e já saímos novamente. Citytur de ônibus. Passamos por lugares históricos, como o palácio do governo, praças e um lugar que tinha as cinzas de um cara. Não sei quem era, mas era importante, porque a guarda nacional estava lá. Vigiando tudo. Imóveis, mas atentos
No citytur, foi incrível ver a quantidade de estátuas de homens montando cavalos. Mania nacional, pelo jeito.
Depois daquela visitação toda, fomos para um shopping. Nada muito bonito (ou barato). Lá tinha uma quantidade enorme de brasileiros e de pessoas usando All Star. Meninas bonitas? Só as brasileiras. Não é patriotismo, é realidade.
O Roger surpreende com seu espanhol brilhante: pediu um BigMc com fritas e coca-cola como um verdadeiro uruguaio.
Voltamos para o hotel, comi meu BigMc. A propósito, porque diabos aquilo se chama BigMc? Aquilo é "big" só no preço. Bem, tomei banho e agora estou aqui, na recepção do hotel com o pessoal que vai para um show de tango. Não vou nesse troço. Muito caro. Vou ver ainda o que vou fazer.
Antes uns caras que estavam jogando Hugby lá fora, na grama na frente do hotel, estavam subindo. Que gente feia.
Pois bem, escrevo mais outro dia.
Parte II
Estou no quarto do hotel agora. Ontem, a noite era livre. Ficamos (Eu, Roger, Jéssica e Melina) perambulando pela cidade, já que não fomos ao show de tango. Nunca fui assediado tanto. Não por meninas bonitas, mas por mendigos pedindo dinheiro.
Depois que gente voltou, o Willian (divido o quarto com o Willian, engenheiro e com Matheus, rapazinho de cerca de 11 anos) estava filmando para fora da janela, quando se ouviu gritos desesperados:
Moça: "Socorro, socorro!"
Willian: "Moça. O que se passa?!" (sotaque espanhol)
Moça: "Assalto, assalto!"
Willian: "De Verdade" (outra vez: sotaque espanhol)
Um cara tinha roubado a bolsa dela, mas deixou cair, então a moça voltou para pegar a bolsa. Bairro seguro, sabe?
Hoje é domingo. Amanhã a gente vai embora. Sairemos daqui lá por 7h30min da manhã, passaremos no Chuy urugauio, para fazer unas compritas bássicas e então, voltamos para o lar, doce lar.
Hoje o dia foi cheio. Saímos cedo e fomos para Colonia del Sacramento. Bela cidade histórica. Depois disso, fomos para um sítio. Não um sítio qualquer, mas para o sítio do maior colecionador de lápis e de chaveiros do mundo. Reconhecido pelo Guiness Book. Conhecemos a coleção e fomos almoçar. Almoçamos sola de sapato com purê. Sim, porque aquilo não era bife à milanesa nem aqui, nem na China. Mas valeu a pena a visita. Valeu porque teve degustação de geléias e doce de leite (mu-mu). Compramos um vidro daquele doce de leite. Eita coisa boa.
De volta para o hotel, resolvi tomar banho. Não tinha toalha. Grande hotel quatro estrelas. Demoraram, mas trouxeram a droga da toalha. Depois, fui jantar hambúrger. A segunda melhor comida até agora. A melhor foi o BigMc. Fui um pouquinho no computador (muito podre e lento), falar com os amiguitos distântes. Agora tô aqui escrevendo na escrivaninha , sozinho e olhando "Fantástico".
Olha, vou contar uma coisa: a caneta é muito boa de escrever. Bem baratinha (Bic), mas escreve muy bien.
Bem, melhor ir arrumar as malas. Até mais.
Parte III
Agora estou em Venâncio. Hoje é terça-feira. Ontem chegamos por volta de 1h30min, eu acho.
Saímos do hotel 7h30min. 4 horas viajando, chegamos no Chuy. Câmera e WebCam compradas, mais 4 horas de viagem. Chegamos num restaurante e comemos alguma coisa. Mais viagem e chegamos em casa. Caos total na hora de tirar as malas.
Todos sairam vivos e eu esqueci de roubar a caneta do hotel.
Bem, até a próxima viagem.
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Jean Dettenborn
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09:07
0
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sábado, 13 de outubro de 2007
Direto do Uruguai 1
Em breve as novidades vindas do Uruguai :P
Atualizaria agora, mas nao tem tempo (nem acentos).
So entrei pra dar um *abre aspas* Oi *fecha aspas*.
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Jean Dettenborn
às
22:09
0
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
Explicações da secretária
Olá.
Aqui é a Marta, a secretária aqui do Mirabolações.
Queria avisar que o Sr. Jean anda meio ocupado nos últimos dias. Sabe como é, né?
Escola, trabalho, cursos, gravações de vídeos, criações de site, problemas com a internet, enfim.
Por falar em internet, até poucos dias ele estava brigando aos socos, tapas e chutes com a Brasil Telecom aí pelos cantos do escritório. Por fim, deu tudo certo, e a internet já está funcionando.
Ele pediu pra eu avisar que ele mais três amigos estão projetando um novo site, site no qual ele vai escrever as suas belas postagens bloguísticas. Mas não se preocupem, eu não vou perder meu emprego aqui no Mirabolações! Eles me convidaram pra ser a secretária deles no escritório desse novo site.
Além do mais, ele anda com provas e contas atrasadas, além de que a casa dele se encontra em uma mini reforma de troca de pisos.
Por isso tudo, ele pede que vocês tenham paciência, porque ele logo vai voltar. E ainda volta aqui pro Mirabolações! Nem que seja pra passar o link do site deles. Ah, antes que eu me esqueça, ele disse que está guardando as boas idéias pro site.
Atenciosamente,
Srta. Marta Fernanda do Nascimento
Mirabolações Inc.
mirabolacoes@gmail.com
Mirabolado por
Jean Dettenborn
às
16:14
0
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sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Meio Ambiente Social
Muito se fala hoje em consciência ambiental e preservação do planeta. Isso pode ser visto através das inúmeras campanhas sobre meio ambiente e tentativas desesperadas de organizações ambientais de alertar a população sobre os riscos de, num futuro próximo, nosso planeta não ter mais recursos naturais suficientes para nos suprir. Mas além de todos esses problemas com o meio ambiente e com os recursos naturais, existe outro meio ambiente: o nosso meio ambiente. Tudo que nos cerca, as pessoas com as quais convivemos, nossa casa e nossas próprias maneiras de agir e de nos socializar, são nosso meio ambiente.
Nosso cotidiano em, si se faz por nossas próprias vontades. Diretamente e primariamente. Vivemos num mundo de atitudes equivocadas, de uma inversão de valores tremenda e uma alienação televisiva incrivelmente fabricada. Parece que ninguém se satisfaz com nada. Num espaço onde todo mundo é egoísta e passivo fica difícil pensar no próximo. Esse talvez seja o primeiro passo para construir um ambiente mais harmonioso: pensar nos outros. Cada ação que tomamos gera uma reação positiva ou negativa. E se agirmos de um jeito menos comodista, a chance de ter uma reação positiva é maior. Se as pessoas procurassem entender melhor o caos em que vivemos, talvez parassem um pouco de pensar sozinhas e começassem a pensar globalmente, e veriam que, se quiséssemos viver num planeta melhor, deveríamos preservar o meio ambiente.
Procurar, em todos os atos, ser uma pessoa melhor também é um passo gigantesco para se ter um equilíbrio maior com as pessoas. Afinal, o segredo de se estar num espaço favorável não está em como esse ambiente é, mas sim em como nós vemos esse ambiente.
Devemos buscar o equilíbrio em todas as situações e tentar manter o controle em todas as horas. Devemos analisar as situações e construir um jeito de resolvê-las, com a maior serenidade possível, evitando conflitos entre você mesmo e o seu ambiente. Evitar brigas, discussões e atritos entre você e as outras pessoas é primordial. Por mais dano que você queira causar em uma pessoa, por vingança ou algo do gênero, pode ter certeza de que, quem vai sofrer mais danos é você mesmo.
Leia. É a melhor forma de ter um nível sócio-cultural melhor. Além disso, nos faz ficar mais críticos e isso nos torna mais inteligentes.
Não procure entender os outros. Isso nunca funciona. Antes de entender o outro, tente se auto-descobrir. Nunca se sabe o que as pessoas então pensando, mas você pode tentar entender o que você mesmo sonha, pensa e sente. Compreender o que você é ajuda muito, em aceitar as pessoas e tudo que te cerca do jeito que elas são. Aceitar as coisas como são é indispensável, porque ninguém muda ninguém. E tentar mudar o jeito das outras pessoas, não dá certo.
Quem sabe isso tudo não ajude a fazer com que possamos ver os problemas da natureza e tentar resolvê-los. Afinal, um indivíduo em harmonia com as coisas ao seu redor, se sente muito mais motivado a mudar as coisas que ele tem a impressão de que são distantes. Porque, embora todos os problemas naturais nos afetem, sentimos, de certo jeito, que eles estão distantes.
Não sei vocês, mas viver com serenidade e harmonia, é o melhor caminho pra se atingir um equilíbrio nas nossas vidas, o que eu considero muito importante.
Mirabolado por
Jean Dettenborn
às
11:34
3
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
O cara legal e gente fina dos céus
Incrível o jeito como as pessoas remetem todas as coisas boas que acontecem com elas a Deus.
É “Graças a Deus” pra lá, é “Obrigado Senhor” pra cá, que Deus me livre e guarde!
Se alguma coisa boa aconteceu, ah, foi Deus! Se alguma tragédia acontece, ah, culpa humana, Deus é bom!
Concordo que acreditar até pode ser um conforto pra muita gente nos momentos de dor e tudo mais, mas mesmo assim, eu não consigo acreditar Nele.
Não acredito no dito cujo Senhor dos céus. E é até meio desconfortável ser ateu, tanto pelos olhares tortos de quem eu ousei contar, quanto por volta e meia eu soltar um “Ah, por Deus!” sem querer.
Imagine que você é uma pessoa de fé. Se você acreditar em algo superior de fato, melhor ainda. Você trabalhou duro uma vida inteira pra uma promoção do seu chefe. Depois de 10 anos trabalhando no mesmo posto dentro da empresa, você agora é o gerente da sua filial.
Agora me diga, atribuiria esse sucesso ao bom e camarada Deus? Ou ao seu próprio esforço e dedicação?
Ah, mas você se esforçou e Deus lhe retribuiu o esforço com a promoção.
E se não tivesse nenhuma interferência divina? Você se esforça, seu chefe nota e lhe dá a promoção. Nada de Deus no meio do caminho.
Agora mude a cena: você trabalhou duro e seu chefe deu a promoção ao idiota do Dr. Sebastião, um baita vagabundo.
Deus não quis? Mas você não tinha se esforçado? Ué, o Sebastião não fez nada, mas ele foi promovido, não foi? Ah, por que ele era o primo do chefe.
Não sei não, mas acho que você não diria “Deus não quis”.
Que mania de agradecer a Ele por ter ganhado algo de bom e de se culpar se algo errado acontece.
Por que tirar o cara lá de cima da jogada agora?
Por que ele é bom e não faria algo ruim? Quem disse que ele é bom? Quem disse que ele existe?
E por que então o taxista não disse que foi o café da manhã dele que atrasou e ele saiu alguns segundos mais tarde de casa e sobreviveu?!
Novamente: Coisas boas vêm de Deus, as coisas ruins dos humanos? Sem exceções? Que absurdo.
Pra mim Deus é criação humana desde os tempos bem antigos. Uma criação para fazer as pessoas concentrar nele, seguir seus supostos ensinamentos e temer ele.
Queria acreditar. Queria mesmo. Viver numa ilusão onde tem algo para me reconfortar deve ser bom. Dizem alguns antigos filósofos que uma vida sem conhecimento algum é a vida de felicidade, pois o conhecimento nos faz ficar críticos e trás a dor da verdade, e me parece que as pessoas põe Deus para esconder a verdade.
Não acredito na bondade de Deus, sequer na sua existência, mas acredito na bondade das pessoas, mesmo com a inversão de valores que eu vejo. Mas isso já outro assunto pra outro texto.
Amém, irmão.
Mirabolado por
Jean Dettenborn
às
18:39
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sábado, 18 de agosto de 2007
Hippie happy
Queria ser um hippie. Ao menos por alguns meses, só pra saber o que é viver.
Depois disse, eu poderia voltar pra minha vida bacaninha.
Ou talvez não voltar.
Ia ser legal fazer umas bijuterias, usar sandália, ter um cabelão e viajar no cogumelo alucinógeno.
Mirabolado por
Jean Dettenborn
às
21:32
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sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Televisão e alienação
De hoje em diante, pra me proteger da tempestade de cultura inútil, só ligo a televisão se estiver de capa, botinas e guarda-chuva.
Mirabolado por
Jean Dettenborn
às
18:20
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terça-feira, 7 de agosto de 2007
Túnel do Tempo
Tava arrumando o armário quando achei algumas raridades: Revistas Superinteressante de 1996 e 1997!
Peguei algumas e comecei a folhear. Alguns minutos se passaram e aquelas páginas amareladas começaram a me fazer espirrar, mas nesse meio tempo achei algumas coisas interessantes nas revistas.
Uma coisa legal era uma matéria que falava de home page grátis na internet. Algo como um princípio do que hoje chamamos de blog, que é isso aqui que você está lendo. Na matéria falava de HTML como uma coisa de outro planeta e de JPG e GIF como novidade. Nada de máquinas fotográficas digitais de 12 megapixels, e sim, scanners e convertedores de imagens para JPG, como Photostyler ou Lview Pro.
Para nossos amigos internautas de 1997, um blog que tinha 100 acessos diários era algo impressionante. Hoje temos o Kibe Loco, por exemplo, com 200 mil acessos por dia.
Numa página de publicidade, uma figura enorme do Mario. Era uma propaganda do Mario Kart 64. E uma bela demonstração de supremacia da Nintendo naquela época dourada em que eu jogava no meu Nintendo feliz da vida.
Tinha uma matéria que apontava problemas da internet. Internet discada, é claro. Nada de banda larga em 97.
Alguns problemas eram ressaltados e possíveis soluções eram cogitadas, nada de banda larga como solução, mas transmissão sem fio (pensaram alto demais pra realidade de 1997).
Por fim, uma página meio escondida e enfeitada por um chip de imagem de fundo. Uma pequena caixa intitulada “Você verá esse futuro”, dizendo como seria o futuro.
Um desses itens futuristas dizia algo sobre TV transmitida pela internet. Está aí o YouTube e Joost. E algo meio fora da internet, como a TV Digital.
Como as coisas mudam rápido, não?
Mirabolado por
Jean Dettenborn
às
16:28
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domingo, 5 de agosto de 2007
Segundo tempo
Ah! Quer saber de uma coisa? Vou ressuscitar essa bagaça azul e fedorenta!
Mirabolado por
Jean Dettenborn
às
12:52
1 idéias germinaram
domingo, 29 de abril de 2007
Pascal
(Tentei postar esse texto na páscoa, mas por motivo de perda de senha, não deu. Sim, eu fui burro e perdi a senha do blog e daí?! Vai encarar hein?! Hãn? Hãn? Amarelão! hahuahuahua)
6h30min: Começa a tocar uma estranha melodia. Parece-me conhecida! Logo me desperto de um maravilhoso sonho com girassóis e nuvens fofinhas. Volto a me concentrar na melodia. Ah, sim! O despertador! Na verdade, é o celular tocando “Everybody Dance Now” minha musiqueta de acordar todas as manhãs, exceto domingo. Aperto grosseiramente o botão de desligar do celular. Amaldiçôo a C&C MUSIC FACTORY pela criação daquela música.
Passando-se a raiva, ligo o celular. Confiro o horário: Aquilo que eu temia aconteceu: eram realmente seis horas e meia da madrugada e eu estava ouvindo “Everybody Dance Now” ecoando na minha mente.
Nessa hora me recordo de algo breve! Logo quando ia me levantar pra me arrumar pra ir pra aula, algo me vem à mente. “Diabos! É sábado”, pensei.
Sábado! Sim. Ontem foi sexta-feira da paixão! Pô! Jesus morreu ontem. Nem ressuscitou ainda e eu querendo ir pra aula?! Pois bem. Organizei meus pensamentos e lembrei: tinha curso de design gráfico sábados de manhã.
Pensei nos prós e contras de se ir pra esse curso e vi que havia mais prós em ir. Mesmo assim, teimando, decido mandar tudo pro inferno e vou dormir de novo! Afinal, fui dormir tarde, pô! Além do mais, amanhã era páscoa. Chocolate, meu amigo. Chocolate!
Acordo sorrateiramente às 9h. Recebo um alarme falso de inspiração pra escrever. Ligo o computador, começo a escrever e... “Epa! Algo está errado! Onde diabos está aquela inspiração?!”. Olho pela janela e lá se vai minha inspiração. Voando ao encontro das nuvens fofinhas do meu sonho. Decido escrever qualquer coisa. Só pra atualizar o blog mesmo.
Feliz Páscoa.
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Jean Dettenborn
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idéias germinaram
domingo, 29 de outubro de 2006
Batatas
Existe a batata frita, assada, cozida, batata chips, tipo inglesa, batata palha, dá pra fazer até carimbo com batatas! E os tomates? Nem a metade das utilidades de uma batata.
Batatas são esteticamente desprivilegiadas, mas são fontes de vitamina C e vitamina E, se consumidas in natura. Isso é uma questão leguminosa, embora batatas sejam raízes e, tomates, frutas. Claro que não estou aqui para pregar uma briga entre batatas e tomates, mas sim, dizer que certo espaço que hoje é ocupado por tomates é, por direito, das batatas. Espero que estejam me entendendo.
Eu, como defensor da causa batatética (viu? Essa palavra nem consta no dicionário!) exijo a inclusão das batatas em programas sociais do governo, tais como “Batata Família” e “Batata Cidadã”. O primeiro dá às famílias de batatas carentes uma ajuda mensal. O segundo, promove a inclusão das batas na sociedade leguminosa em que vivemos.
Um dos pontos positivos nisso tudo são os grupos de auxílio às batatas viciadas em agrotóxicos, tais como a “BAA”. O grupo das “Batatas Agrotoxicadas Anônimas” trás de volta à sociedade essas raízes contaminadas e dependentes que são tão importantes na nossa sociedade. Hoje, o grupo conta com 52 pacientes, 5 enfermeiras e 11 psicólogos.
Outra questão é o porquê das batatas não entrarem na cesta básica. Que preconceito é esse? A inclusão da batata na cesta básica promoveria a valorização da batata, porque ela seria considerada como necessidade básica.
Nossa constituição é muito vaga no tratar das batatas. Não temos nenhuma lei efetiva em defesa de nossas queridas batatas. Isso é lastimável. Minha opinião é de que deveríamos criar um estatuto apenas com leis que defendam os direitos dessas pobres raízes indefesas. Não existe um estatuto pro idoso e para a criança e pro adolescente? Por que não pensar, simplesmente, em batatas? Nossa constituição atual deveria ser aposentada e uma nova deveria vigorar, pensando em batatas. Espero, sinceramente, que nosso presidente, deputados e senadores pensem com mais carinho nas nossas queridas amigas e tão necessárias, batatas.
Por que, hoje, a inclusão digital não chega até as batatas? Milhões de hortas sobrevivem sem nenhum computador! Deve ser tedioso para elas viver sem a oportunidade de ter acesso ao mundo da informação.
Atualmente a mídia brasileira impõe um estereotipo de beleza que não se enquadra às batatas. Isso deve ser mudado. As batatas se enfiam dentro da terra para se esconder de vergonha! Por que vocês acham que elas são raízes? Porque se escondem de vergonha em baixo da terra.
Devo finalizar dizendo para todos vocês “pensarem, agirem, sentirem e serem como batatas”!
Jean Dettenborn
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Jean Dettenborn
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